Você assinou o contrato, conseguiu as chaves e está pronto para se mudar. Mas antes de levar a primeira caixa para dentro, existe um passo que pode economizar milhares de reais: a vistoria de entrada.
A vistoria é o momento em que você documenta, com fotos e descrições, o estado real do imóvel antes de começar a usá-lo. Sem essa documentação, quando chegar a hora de devolver as chaves, o locador pode alegar que danos que já existiam foram causados por você — e descontar do depósito caução.
Por que a vistoria de entrada é tão importante
O Art. 22 da Lei do Inquilinato (8.245/91) obriga o locador a entregar o imóvel em condições de uso. E o Art. 23 obriga o locatário a devolvê-lo no estado em que recebeu. Mas sem uma vistoria documentada, como provar qual era o estado original?
Esse é o problema: a maioria dos inquilinos faz a vistoria de forma informal — tira umas fotos com o celular, anota mentalmente os defeitos e segue a vida. Meses depois, quando precisa dessas evidências, as fotos estão perdidas no rolo da câmera, sem data verificável, sem localização e sem nenhuma prova de quando foram tiradas.
O que documentar em cada cômodo
Sala e quartos
- Paredes: manchas, rachaduras, marcas de umidade, pintura descascando
- Piso: riscos, tacos soltos, cerâmica trincada, rejunte manchado
- Janelas: abra e feche cada uma — verifique trincos, vidros trincados, borrachas de vedação
- Tomadas e interruptores: teste cada um — ligue uma luminária portátil para confirmar
- Portas: abra e feche — verifique dobradiças, maçanetas e se fecha corretamente
Cozinha
- Bancada e pia: manchas, lascas, torneira pingando
- Armários: abra todas as portas e gavetas — verifique dobradiças e trilhos
- Fogão e coifa: se incluídos, teste todas as bocas e o exaustor
- Piso: especialmente sob a geladeira e atrás do fogão — locais que escondem danos
Banheiro
- Vaso, pia e box: procure rachaduras, manchas permanentes, rejunte mofado
- Chuveiro: teste pressão e temperatura da água
- Torneiras: abra e feche — verifique vazamentos nos registros
- Teto: sinais de infiltração são muito comuns em banheiros
Áreas externas (se houver)
- Varanda: estado do piso, ralo, grade/guarda-corpo
- Área de serviço: tanque, torneira, saída de máquina de lavar
Dicas para fotos que servem como evidência
Não basta tirar uma foto qualquer. Para que suas fotos tenham valor como prova documental, elas precisam de contexto verificável:
- Data e hora verificável: uma foto do rolo da câmera tem apenas o horário do celular, que pode ser alterado facilmente. Você precisa de um carimbo de data/hora de uma fonte externa.
- Localização GPS: confirma que a foto foi tirada naquele endereço específico, não em outro imóvel.
- Imutabilidade: as fotos precisam ser armazenadas de forma que não possam ser editadas depois sem que se perceba.
É exatamente isso que o CertiPlace faz: captura fotos direto da câmera do celular (sem permitir upload de fotos antigas), registra data/hora do servidor e da blockchain Hedera Hashgraph, GPS e uma selfie de presença. Tudo isso é compilado em um laudo de vistoria com um selo imutável que qualquer pessoa pode verificar de forma independente.
Quando fazer a vistoria
Faça no dia em que receber as chaves, antes de mover qualquer móvel para dentro. Quanto mais vazio o imóvel, melhor — fica mais fácil fotografar paredes, pisos e cantos. Se possível, faça durante o dia para aproveitar a luz natural.
Erros comuns que você deve evitar
- Confiar no laudo da imobiliária: muitas imobiliárias fazem laudos genéricos com frases como "bom estado" sem detalhar defeitos específicos. Faça a sua documentação independente.
- Fotografar poucos cômodos: documente tudo, inclusive áreas que parecem perfeitas. Na saída, qualquer cômodo sem documentação é uma brecha para cobrança.
- Não documentar coisas que "não parecem importantes": aquele risquinho no piso ou a mancha na parede podem custar centenas de reais se o locador decidir cobrar na saída.
- Guardar as fotos só no celular: celulares são trocados, perdidos e formatados. Tenha as fotos em um formato permanente e verificável.
O custo de não fazer a vistoria
O depósito caução típico no Brasil é de 1 a 3 meses de aluguel. Em São Paulo, com um aluguel médio de R$ 2.500, estamos falando de R$ 2.500 a R$ 7.500. Perder parte ou tudo disso por falta de documentação é um erro caro — e totalmente evitável.
Uma vistoria bem feita com o CertiPlace leva menos de 5 minutos e custa $4.99. É uma fração do que você pode perder sem ela.
Resumo prático
- Recebeu as chaves → faça a vistoria imediatamente, com o imóvel vazio
- Fotografe todos os cômodos, de vários ângulos
- Registre defeitos e condições existentes
- Use uma ferramenta que garante data verificável, GPS e imutabilidade
- Guarde o laudo em local seguro — você vai precisar dele na saída
Esse é o tipo de precaução que parece exagero até o dia em que você precisa. E quando precisa, não tem preço.



