Para proprietários

Vistoria de saída: guia completo para proprietários

Como fazer a vistoria quando o inquilino devolve as chaves. O que verificar, como documentar danos e quando você pode reter parte do depósito caução legalmente.

31 de março de 2026 9 min de leitura
Proprietário verificando parede com danos durante vistoria de saída do imóvel

O inquilino avisou que vai sair. Você tem uma data de devolução das chaves. E agora chega um dos momentos mais importantes — e mais conflituosos — de todo o processo de locação: a vistoria de saída.

Fazer direito significa proteger seu investimento. Fazer errado — ou não fazer — pode custar milhares de reais em reparos que você nunca vai conseguir cobrar.

Quando fazer a vistoria

O ideal é realizar no mesmo dia da devolução das chaves, com o imóvel completamente vazio. Não aceite fazer a revisão com móveis ou pertences dentro — escondem defeitos e dificultam a comparação com a documentação de entrada.

Se o inquilino não puder estar presente, avise por escrito (email ou mensagem) a data e hora da vistoria. Isso demonstra transparência e te protege legalmente.

O que verificar: checklist completo

Paredes e tetos

  • Furos de buchas, pregos ou parafusos
  • Manchas de umidade novas
  • Pintura danificada, descascando ou de cor diferente da original
  • Rachaduras que não existiam antes

Pisos

  • Riscos profundos (especialmente em piso laminado ou madeira)
  • Cerâmicas quebradas ou soltas
  • Manchas permanentes em carpete ou piso poroso

Cozinha e banheiros

  • Estado da bancada, azulejos e torneiras
  • Funcionamento do exaustor, forno, cooktop
  • Juntas de silicone (mofo excessivo?)
  • Ralos (funcionam corretamente?)

Janelas, persianas e portas

  • Mecanismos de abertura e fechamento
  • Vidros (trincas, quebras)
  • Fechaduras (giram bem?)
  • Borrachas de vedação

Instalações

  • Aquecedor ou boiler (funciona?)
  • Ar-condicionado (refrigera/aquece?)
  • Todas as tomadas e interruptores
  • Pontos de luz (falta alguma lâmpada?)

Desgaste natural vs. danos: a linha que importa

Nem tudo que você encontrar é cobrável. A lei distingue entre desgaste natural pelo uso e danos causados por negligência.

Desgaste natural (não cobrável):

  • Pintura levemente amarelada ou suja após vários anos
  • Pequenas marcas no piso pelo uso diário
  • Torneiras que pingam por desgaste de vedação
  • Lâmpadas queimadas

Danos cobráveis:

  • Furos grandes em paredes
  • Piso com riscos profundos por mover móveis sem proteção
  • Eletrodomésticos quebrados por mau uso
  • Persianas arrancadas ou janelas quebradas
  • Manchas de tinta ou produtos químicos em superfícies

A chave é sempre a comparação: se você consegue demonstrar que algo estava bem na entrada e agora não está, tem um argumento sólido.

Como documentar as descobertas

Vistoria sem documentação é conversa. Vistoria com documentação verificada é evidência.

Para cada dano encontrado:

  1. Foto de perto mostrando o dano em detalhe
  2. Foto geral mostrando a localização no cômodo
  3. Se possível, compare com a foto da documentação de entrada

Com o CertiPlace você gera um laudo de saída com as mesmas garantias do de entrada: metadados selados, geolocalização verificada e hash blockchain. Colocando lado a lado, a evidência fala por si.

Você pode reter o depósito caução?

Segundo a Lei do Inquilinato e o Código Civil, você pode reter parte ou todo o depósito caução se existirem danos que excedam o desgaste natural. Mas precisa:

  • Notificar o inquilino por escrito sobre os danos encontrados
  • Apresentar orçamentos ou notas de reparo
  • Demonstrar que o dano não existia antes (aqui é onde a documentação de entrada é vital)

Se o inquilino não concordar, pode reclamar judicialmente. Nesse caso, sua documentação verificada é sua melhor defesa.

O fluxo ideal para proprietários

  1. Antes de alugar: Laudo fotográfico CertiPlace de todo o imóvel
  2. Entrega das chaves: Compartilhar laudo com o inquilino
  3. Durante o contrato: Revisões anuais documentadas
  4. Saída do inquilino: Novo laudo CertiPlace com imóvel vazio
  5. Comparação: Entrada vs. saída = evidência visual direta

Conclusão

A vistoria de saída não é formalidade — é sua última chance de proteger seu investimento. Com documentação verificada de entrada e saída, você transforma uma situação potencialmente conflituosa em um processo objetivo e transparente.

Não deixe a proteção do seu imóvel no achismo. Documente com o CertiPlace e tenha a tranquilidade de saber que sua evidência é sólida.

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